Moda, Compras X Trabalho escravo.

sábado, agosto 23, 2014 Hey IU 2 Comments


O que a moda e as compras tem a ver com o trabalho escravo?
Quem compra em sites como Aliexpress, Ebay e outros sites de compras exportadas da china países da Asia geralmente não sabe como essa roupa ou produtos foram produzidos, ou em que condições, que pessoas o fabricaram e etc...

Faz alguns dias que vi num grupo de uma rede social o depoimento de uma garota que comprou em um site que exportava roupas e acessórios da china e no pacote da roupa que ela recebeu, havia uma carta em chines escrita a mão e no final da carta havia escrito SOS.
Curiosa ela levou essa carta para um tradutor para saber o que dizia. Na carta havia um pedido de socorro, um operário da fabrica onde a roupa foi produzida pedia ajuda, pois nessa fabrica haviam crianças sendo escravizadas e trabalhando por até 12 horas por dia!

Acreditem ou não isso é muito comum na china, crianças, jovens, adultos e até idosos sendo escravizados para que pessoas fiquem satisfeitas com suas compras.
O que é raro é um pedido de socorro chegar a alguém, pois nas fabricas os escravos são super vigiados e recebem punições seríssimas se tentam pedir ajuda.


Veja outro caso:


A inglesa Rebeca Gallagher encontrou em um vestido algo incomum para o padrão. Na etiqueta lia-se a seguinte mensagem manuscrita “Forçado a trabalhar durante horas exaustivas”. A peça em questão foi adquirida por aproximadamente R$ 38 na rede de fast fashion irlandesa Primark.

"Você sabe que faz suas roupas e sapatos?"

Os dez países com maior número de escravos na atualidade são, por ordem: Mauritânia, Haiti, Paquistão, Índia, Nepal, Moldávia, Benin, Costa do Marfim, Gâmbia e Gabão. Países onde, geralmente observamos um grave problema de distribuição de renda. Essa desigualdade empurra milhares de pessoas para uma situação de miséria, o que favorece a sua cooptação por grandes empresas que se aproveitam para lucrar em cima de trabalhos degradantes e humilhantes e que desrespeitam qualquer integridade proposta pelos direitos humanos.


“Surpreende muita gente ouvir que a escravidão ainda existe”, sentenciou de forma pessimista Nick Grono, diretor da ONG australiana Walk Free Foundation, acrescentando que “a escravidão moderna reflete todas as características da antiga”. Ainda segundo ele, “As pessoas são controladas pela violência. São enganadas, ou forçadas a trabalhar, ou são colocadas em uma situação em que estão sendo economicamente exploradas” e “não são livres para ir embora”.

E a punição para os crimes cometidos contra os trabalhadores?

Infelizmente, denúncia é uma coisa e punição é outra. No Brasil, o Ministério Público Federal (MPF) demonstra dificuldades em aplicar penas a crimes de trabalho escravo. Segundo o órgão, de 2010 a 2013, o número de investigações do MPF aumentou em mais de 800%. Entretanto, no mesmo período, não houve nenhuma execução criminal referente à prática. Ou seja, criminosos estão saindo ilesos das investigações, fato que incentiva o total desrespeito à Legislação Trabalhista e a permanência de práticas abusivas no mundo do trabalho.

Segundo o MPF isso se deve à morosidade na conclusão dos julgamentos. No país, entre 2010 e 2013 foram ajuizadas 469 ações por redução a condição análoga à de escravo, como péssimas condições de trabalho e restrição do direito de ir e vir; 110 por frustração dos direitos trabalhistas; e 47 por aliciamento de trabalhadores de um local para o outro do território nacional. O crime registra maior número de ocorrência nas zonas rurais, em carvoarias, confecção de roupas, construção civil e para fins de exploração sexual. São Paulo encabeça o número de investigações, somando 492. O estado é seguido pelo Pará (308), Minas Gerais (231) e Mato Grosso (140).
Frente a esse quadro, a pergunta continuatrabalho escravo, até quando?
Ei! Você chegou até aqui; não vai sair sem me deixar um comentário não é?!
Diz aê o que você achou da matéria, vou adorar saber. = ]

2 comentários:

  1. Oi Paulla, você fez um post muito interessante e alertante, eu já sabia sobre essa escravidão e é revoltante!
    Beijos, boa semana

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  2. Gostei do alerta, me deu tristeza..., nas compras de certa forma favorecemos isso, para pensar.

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